Audiência pública: Assembleia retoma a discussão sobre os problemas na fronteira com o Platô.

Uma audiência pública realizada ontem pela manhã no plenário da Assembleia Legislativa retomou as discussões da Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Estado, órgão do Parlamento Amapaense, na tentativa de se encontrar soluções para o grave problema existente na região de fronteira entre o Amapá, Guiana Francesa e Suriname (países ultramarinos), especificamente nos garimpos, ponto alto das reclamações dos guianenses, devido a guerra entre garimpeiros rivais e de gangues, que inclusive, no início do ano, acabou deixando seis mortos e dezenas de feridos num confronte na fronteira do Amapá, Guiana Francesa e Suriname.

Guianenses – Uma delegação da Guiana Francesa formada por 16 autoridades daquela possessão da França esteve participando da audiência. Rodolphe Alexandre, presidente da Region, uma espécie de governador da Guiana Francesa, veio presidindo a comitiva, que deseja soluções urgentes para solucionar o problema, que no entendimento deles vem travando de forma considerável o desenvolvimento da região.

Também estiveram presentes deputados estaduais, o prefeito de Oiapoque, Agnaldo Rocha (PP), a prefeita de Saint Georges, Fabianne Mathurin Brovaro, os deputados federais, Bala Rocha (PDT), Evandro Milhomen (PTdoB), Luis Carlos (PSDB) e Davi Alcolumbre (DEM), além do senador Randolph Rodrigues (P-Sol).

Soluções – A sessão ordinária foi aberta pelo vice-presidente da Assembleia, Junior Favacho (PMDB), que lembrou que a Casa já vem a muito tempo buscando caminhos para resolver os problemas existentes na fronteira, destacou a luta incansável dos membros da comissão para instalar representações do Itamaraty no Amapá para facilitar a liberação de documentos que possam facilitar a entrada legal dos brasileiros em terras guianenses. Depois, Junior Favacho encerrou a sessão informando que os parlamentares tinham liberado o espaço para a realização do evento muito importante.

O presidente da Comissão, deputado Isaac Alcolumbre (DEM), ao abrir a audiência pública agradeceu o gesto dos colegas e exaltou o trabalho do sucessor, Paulo José, e em seguida deixou claro que a intenção do parlamento com a realização do evento é no sentido de “se encontrar uma solução conjunta, pacifica para se resolver essa situação que já vem se arrastando há um bom tempo e com isso prejudicando o desenvolvimento da região e as negociações de intercâmbio, em várias áreas, que são pontos positivos para o desenvolvimento da região”, frisou o parlamento no seu discurso.

Rodolphe Alexandre reclamou que o seu país vem sofrendo, com as ações dos garimpeiros, uma pilhagem de seus recursos naturais, especificando a extração do ouro, de forma ilegal, atingindo números altos, em torno de 7 toneladas entre os anos de 2004 a 2008, e que, agora, só nos só nos últimos meses já a estimativa de uma evasão de mais de 1,5 toneladas, o que o levou a indagar: qual a realidade do garimpo na Guiana?, e em seguida revelou que devido a isso a luta contra o garimpos ilegais continua e destacou os números dos últimos anos, com a destruição de áreas, danificação de barracas a apreensão de produtos, como 890 litros de óleo diesel, 241 veículos, 1651 bombas dágua, 598 motores e 549 armas diversas, isso um trabalho da policia e do Exercito francês, que interpelou exatamente 6.617 pessoas, sem documentos , sendo que 142 foras presas.

Rodolphe adiantou que por traz desse trágico retrato do garimpo clandestino estão: um detrimento humano, um detrimento ambiental e um detrimento econômico para a nossa região de fronteira.

No seu pronunciamento, o prefeito de Oiapoque, Agnaldo Rocha (PP), destacou os problemas e seus reflexos que são despejados na cidade que está administrando e pediu ajuda dos governos federal, estadual e da Guiana Francesa, no sentido de se encontrar urgentes, nesses acordos assinados em Brasília tem que se fechado ações sociais conjuntas para a retirada dos garimpeiros clandestinos e ao mesmo tempo ações sociais para ampará-los assim que retornarem para solo brasileiro, precisamos de investimentos na agricultura, na cultura, na construção civil no turismo para agente poder absorver essa mão de obra ociosa, que deixou a sua atividade de garimpo na fronteira”, reclamou diretamente aos deputados federais e depois agradeceu a Assembleia por mais uma vez está levantando essa bandeira de solucionar os problemas da fronteira, “só dessa forma, senhores, com ação conjunta a gente resolver essa situação”, finalizou.

Fonte: Corrêa Neto

Categorias: Amapá | 1 Comentário

Navegação de Posts

Uma opinião sobre “Audiência pública: Assembleia retoma a discussão sobre os problemas na fronteira com o Platô.

  1. Fabrício Paiva

    Eu morador de Oiapoque, mais atuamente moro em Macapá, mais continuo sendo um cidadão oiapoque porque eu voto lá, e parabenizo ao prefeito Aguinaldo pela sua colocação, cadê o governo federal, tendo em vista que lá é uma area de fronteira.

Jari News o melhor canal de notícias do Vale do Jari.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: