Subestação do Linhão de Tucuruí, será construída em Laranjal do Jari.

O presidente da Empresa de Pesquisas Energética, Maurício Tolmasquim, garantiu, semana passada, que toda a região Norte estará interligada ao sistema nacional de energia hidrelétrica a partir de maio de 2013 – e isso inclui toda a margem esquerda do imenso rio Amazonas, conhecida por Calha Norte.
A linha de transmissão que está sendo construída naquela margem do grande rio, com 1.800 quilômetros de extensão, vai atender aos estados do Amazonas e Amapá – inclusive as capitais Manaus e Macapá – e também uma dezena de cidades paraenses (Monte Dourado, Almeirim, Prainha, Monte Alegre, Alenquer, Curuá, Óbidos, Oriximiná, Faro e Terra Santa).
Mas há um problema, e isso o presidente da EPE não falou: o projeto da obra prevê o rebaixamento da tensão elétrica do linhão, na porção paraense, apenas nos municípios de Almeirim e Oriximiná, onde serão construídas subestações para tal finalidade. Na unidade de Almeirim, na localidade de Jurupari, a tensão será reduzida de 500kV (quilovolts) para 230kV; na de Oriximiná, de 500kV para 138kV. No lado amapaense, subestações serão construídas nas cidades de Laranjal do Jari e Macapá, onde a tensão de 500kV será rebaixada para 69kV.
Ora, o projeto não prevê rebaixamento nas demais cidades paraenses da calha norte do Mar Dulce. Como se sabe, é a redução da tensão elétrica para 138kV e 69kV que permite o acesso dos usuários residenciais e comerciais a essa energia.
Sem subestações de rebaixamento da tensão, a obra estará incomclusa e a promessa do governo, mais uma vez ignorada. Por isso, prefeitos, vereadores e líderes comunitários paraenses daquela região se perguntam: “Vamos apenas ver o linhão passar sobre nossas cabeças, e não vamos nos beneficiar dessa energia limpa e barata? Vamos continuar a usar essa energia suja e caríssima que é produzida por termelétricas a diesel? Vamos continuar a ver importantes projetos de desenvolvimento impedidos de acontecer por falta de energia elétrica?”
Em junho passado, em Santarém, quando Simão Jatene transformou aquela cidade em “sede do governo”, a deputada estadual Josefina Carmo (PMDB), em audiência, pediu ao governador do Pará que assumisse a luta pelo rebaixamento da tensão do linhão da Calha Norte como uma prioridade do seu governo. Jatene assumiu o compromisso, prometeu empenho pessoal e garantiu que acionaria a bancada parlamentar paraense em Brasília para essa assumir essa causa. Mas, de concreto, ainda não se viu nada!
Se a Eletronorte cumprir o novo prazo de conclusão da obra, conforme afirmado por Tolmasquim – o primeiro foi para agosto de 2011 -, não há garantia qualquer de que os municípios de Prainha, Monte Alegre, Alenquer, Curuá, Óbidos, Faro e Terra Santa estarão usufruindo das vantagens do novo linhão.
Alguma coisa precisa ser feita para impedir que mais este desmazelo vitime aquela população, atrase seu tão esperado desenvolvimento e a impeça de alcançar o desejado bem estar.
Fonte: Blog do Piteira
Categorias: Amapá, Laranjal do Jari, Vale do Jari | 2 Comentários

Navegação de Posts

2 opiniões sobre “Subestação do Linhão de Tucuruí, será construída em Laranjal do Jari.

  1. vanderlei

    bom dia, vc saberia me dizer quais empreiteiras estarao nessa obra

  2. Ary Edson Silva de Souza

    Moro em Almeirim e o povo dessa cidade assim como eu ainda nos perguntamos será que Almeirim terá energia desse linhão ou será que o ex prefeito José Botelho vendeu nosso direito de usufruir dessa energia barata e limpa

Jari News o melhor canal de notícias do Vale do Jari.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: