Agricultores: mais de 200 famílias podem ser expulsas da Reserva Extrativista do Cajari.

Agricultores familiares se encontram no local há mais de 20 anos e as áreas já estão antropizadas. Querem ser donos de fato e de direito, pois fazem uso alternativo do solo.

O Instituto de Florestas Tropicais e Recursos Renováveis da Amazônia (IFR) e o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura do Laranjal do Jari (Sintrolaj) vêm lutando em favor das 218 famílias que trabalham na agricultura familiar como posseiros em uma pequena área situada na Reserva Extrativista do Cajari (Resex), no sul do Estado. Elas correm o risco de serem expulsas da região.

O maior problema enfrentado pelas famílias é o fato de não possuírem terra. A presidente do Sintrolaj, Maria de Lurdes Ribeiro da Costa, também presidente da União da Agricultura Familiar (Udaf), disse em recente entrevista que a área ocupada é considerada de propriedade da empresa Jari Celulose, e o que não for pertence à Resex. “Portanto, Laranjal e Vitória do Jari não possuem terra. Somos todos posseiros, mas queremos ser donos de fato e de direito”, frisou.

Ao redor existem vários assentamentos que passam por carência na regularização fundiária, como o Bom Sossego, com 46 famílias, que também necessita ser regularizado. Na reserva há moradores que nasceram e se criaram nas localidades rurais. Quando ocuparam as áreas não sabiam se tratar de reserva. Contraíram financiamentos junto ao Banco do Brasil e Banco da Amazônia para investir em culturas de subsistência, mas acabaram ficando sem condições de pagar os empréstimos.

“A proposta do instituto é pela permanência dos agricultores familiares para uso alternativo do solo, pois já se encontram no local há mais de 20 anos e as áreas já estão antropizadas”, justificou o presidente do IFR, Amarildo Porto. Para isso, o Estado do Amapá teria que repassar ao ICMBio uma área equivalente ao mesmo tamanho ocupado pelos agricultores.

Amarildo baseia sua proposta no fato de já ter ocorrido precedentes de mudanças de limites e confrontações no decreto original da Resex Cajari, criada por um decreto assinado na época pelo presidente José Sarney. Os limites e confrontações foram modificados, posteriormente, pelo então presidente em exercício Marco Maciel.

Fonte: aGazeta

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