Arca das Letras entrega mais 20 bibliotecas às comunidades rurais do Amapá

Os municípios de Laranjal do Jari, Pedra Branca do Amapari e Ferreira Gomes, do estado do Amapá, serão contemplados este mês com a entrega de mais 20 bibliotecas rurais do Programa Arca das Letras, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Para cuidar das bibliotecas, da circulação dos livros e realizar atividades de incentivo à leitura nas comunidades rurais e reservas extrativistas, serão capacitados 40 novos agentes de leitura.

“As bibliotecas rurais Arca das Letras chegam ao Amapá sempre carregadas de muita expectativa porque as comunidades, especialmente as ribeirinhas das reservas extrativistas, recebem livros com informações que ajudam seus projetos ambientais e literatura que remete aos elementos da natureza, integrando a leitura com sua realidade, despertando mais interesse dos moradores”, afirma a coordenadora nacional do Programa Arca das Letras e coordenadora geral de Ação Cultural do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Cleide Cristina Soares.

O primeiro município que vai receber as novas arcas será Laranjal do Jari. A entrega acontece na próxima terça-feira (11), no município que fica na Área de Proteção Ambiental Parque Nacional Montanha do Tumucumaque e possui em seu território a reserva extrativista do Rio Cajari. Lá serão entregues oito novas bibliotecas e formados 16 agentes de leitura para atuar nas áreas ribeirinhas do município.

O Arca das Letras já atende 1.418 famílias de Laranjal do Jari, com 11 bibliotecas e 22 agentes de leitura. Após a solenidade de entrega, a equipe do Arca das Letras vai realizar visitas de campo para avaliar as bibliotecas rurais que foram implantadas no município em 2010.

Na próxima quinta-feira (13), será a vez de Pedra Branca do Amapari. O município vai receber mais sete bibliotecas rurais em evento realizado na Câmara de Vereadores Waiãpi. Lá já funciona uma biblioteca na Terra Indígena Waiãpi, que tem 900 famílias. Com as novas bibliotecas, o atendimento será mais bem distribuído nas aldeias. Na solenidade, ainda serão capacitados 14 agentes de leitura, que vão atuar nas novas bibliotecas da comunidade.

A comunidade de Ferreira Gomes encerra as entregas do mês no estado recebendo sua primeira biblioteca. No dia 14, serão entregues cinco arcas na solenidade que se inicia às 8h, no Centro Cultural de Ferreira Gomes.

Para a agente de leitura Maria Luciana do Espirito Santo Rodrigues, da comunidade Ilha de Santana do Amapá, a criação de novas bibliotecas no estado é necessária. “Muitas pessoas me procuram porque gostariam que houvesse também nas suas comunidades uma biblioteca do Arca das Letras”, conta. Maria Luciana é agente de leitura desde 2005 e desenvolve trabalho exemplar em sua comunidade.

A biblioteca da comunidade Ilha de Santana mantém uma parceria com duas escolas estaduais e uma faculdade particular, que incentivam os alunos a ir consultar os livros da biblioteca. “Tem criança que adora ler os gibis, lê de manhã, de tarde e de noite. E é verdade, porque pergunto para eles a história e eles me contam”, relata Luciana

O Amapá conta com 55 bibliotecas Arca das Letras em 13 municípios, e o programa deve ser ampliado para mais 90 comunidades em 2012, cobrindo todos os 16 municípios. Novas parcerias são efetivadas pela Delegacia Federal do MDA no Amapá com a Secretaria de Estado da Educação, a Fundação Orsa e o Instituto Penitenciário do Amapá para fabricação de arcas pelos detentos; assim como com o Instituto Estadual de Ordenamento Territorial de Meio Ambiente do Amapá para doação de madeiras apreendidas; e com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural e com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap) para acompanhamento do Programa Arca das Letras nas comunidades rurais

O programa

Desde 2003, o Programa Arca das Letras já implantou em todo o País 8,9 mil bibliotecas rurais em 3.022 municípios. Até o final de março, mais de 2,5 milhões de livros foram distribuídos, beneficiando aproximadamente 1,5 milhão de famílias do campo, dentre agricultores, assentados da reforma agrária, pescadores, quilombolas, indígenas e populações ribeirinhas.

Fonte: MDA

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