Proposta social de área impactada pela hidrelétrica de Santo Antônio do Jari é apresentada ao governador

O projeto de Tratamento Social às comunidades que serão atingidas direta ou indiretamente com a construção da hidrelétrica de Santo Antônio do Jari foi apresentado nesta última quarta-feira, 23, ao governador Camilo Capiberibe. O projeto é o resultado do diálogo da comunidade com o governador, que encaminhou à empresa as necessidades dos moradores das localidades atingidas com construção da hidrelétrica.

Um plano utilitário, com menos prejuízos ambientais e sociais, foi solicitado à empresa, principalmente na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Iratapuru (RDS), onde a maioria sobrevive do extrativismo da castanha-do-brasil.

A Energias de Portugal (EDP) está construindo a usina desde dezembro de 2011 no rio Jari, entre o município amapaense de Laranjal do Jari e o paraense Monte Dourado. Com a construção da barragem, parte da RDS será inundada, incluindo a vila São Francisco de Iratapuru, que será atingida diretamente, e as comunidades de Padaria, São José e Santo Antônio da Cachoeira, indiretamente.

De acordo com o presidente da EDP, Paulo Félix, o projeto é inovador e prevê benefícios nos principais setores, como habitação, saúde, educação, segurança, esporte, lazer, esgoto, água e energia elétrica. “Temos projetos sociais no Brasil e no exterior, mas é a primeira vez que unimos inúmeras benfeitorias em um só projeto”, afirmou.

A proposta apresentada mostra que na vila São Francisco, das 34 casas, 13 ficam afetadas diretamente, porém todas serão realocadas para uma nova vila com casas mistas e arruamento. As estruturas comunitárias como igreja, depósitos de castanha, escritório, sanitário comunitário, trapiche embarcadouro, viveiro de produção de mudas e outros também serão realocadas.

A empresa disse que as casas, ruas e a cooperativa Cumaru terão energia solar, e está prevista a construção de fossas sépticas e sumidouros, sistema de captação tratamento e distribuição de água, postos médico e policial e área de lazer. A escola municipal será reformada.

O projeto mostra ainda que as demais vilas atingidas indiretamente também terão painel solar e casas em risco realocadas, inclusive as isoladas e com problemas na estrutura. A empresa afirma que irá doar medicamentos, livros didáticos e material para a construção de trapiches, da torre da igreja e para a instalação do sistema de tratamento de água. Prometem ainda construir o anexo do posto de saúde, uma casa-abrigo e fazer a manutenção da estrada de acesso à Água Branca do Amapari. O presidente afirmou ainda que, dos 827 trabalhadores da obra, 472 são Laranjal do Jari, 135 de Monte Dourado e 190 das demais regiões.

Para que o projeto de social e de minimização dos impactos seja iniciado, é necessário o aval do governo do Estado, inclusive da sua intervenção na apresentação da proposta na comunidade.

O governador Camilo disse que uma análise geral será feita baseada em desenvolvimento e economia, porém focada nos interesses e qualidade de vida da comunidade que será afetada pela barragem e danos ambientais. “Já escutamos os moradores e afirmo que sou favorável ao desenvolvimento da economia com exploração responsável da biodiversidade, mas as compensações pelos impactos ambientais devem caminhar de acordo com as necessidades de quem mora na área atingida”, ponderou o governador.

 

Fonte: Portal Diário do Amapá

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