GEA, associações e cooperativas debatem entraves e propostas de políticas públicas para a castanha

Associações, cooperativas e comunidades extrativistas enumeram prioridades para o Plano da Castanha-do-brasil

Várias associações e cooperativas extrativistas dos municípios do Laranjal do Jari como a Comaru, Comaja, Copperalca, Amac e Amabio do Maracá/Mazagão como a Astexma, entre outras, tiveram a oportunidade de debater os entraves e propostas para a castanha-do-brasil no Seminário “Programa Estadual da Castanha: Políticas Setoriais para uma Economia Verde”, realizado pelo Governo do Estado do Amapá.

As comunidades extrativistas do Laranjal do Jari estão confiantes de que os seus trabalhos vêm tendo um olhar diferenciado pelo governador Camilo Capiberibe. Os extrativistas almejam políticas públicas que contemplem o beneficiamento, armazenamento e o escoamento de produção da castanha-do-brasil.

Beneficiamento da produção, armazenamento e o escoamento de produção da castanha-do-brasil são suas principais demandas

De acordo com o presidente da Cooperalca, Natanael Paes, a discussão é fundamental para criar medidas que desenvolvam a cadeia produtiva da castanha. “Acredito que esse seminário é de grande valor, pois nós que somos os principais envolvidos, que lidamos dia a dia com a extração da castanha, estamos motivados, pois o governador demonstra compromisso conosco. A cadeia da castanha tem que ser viável para o Estado e para nós”, declarou o presidente.

Para dona Nilva da Conceição Fonseca, que mora no município de Laranjal do Jari e trabalha com a castanha há mais de vinte anos e faz parte da Associação das Mulheres do Cajari (Amac), o seminário, além de proporcionar um debate de crescimento e desenvolvimento para a castanha, também oportunizou a divulgação e venda de seus produtos como o biscoito da castanha.

Dona Nilva da Conceição Fonseca – Associação das Mulheres do Cajari (Amac) – aproveita o seminário para divulgar e vender seus biscoitos de castanha-do-brasil

“A minha realidade agora é diferente, essa renda que eu tenho através da associação me deu chance de ajeitar minha casa, de ter mais eletrodomésticos e, através da associação, conseguimos um contrato, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo, com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab/AP), a qual entregamos biscoitos, paçoca da castanha e no segundo semestre iremos entregar a banana frita”, argumentou.

Todas as apresentações servirão para reunir conteúdos que irão estar presentes nas ações da Câmara Setorial da Sociobiodiversidade como a sazonalidade da castanha do Brasil, armazenamento, agregação de valor e preço do produto.

De acordo com a presidente do Instituto Estadual de Florestas, Ana Euller, A integração entre o governo e a comunidade é essencial para o crescimento. “As cooperativas e associações têm que ser organizar mais internamente para adequar o crescimento do setor, e isso vai gerar mais diálogos com o governo”, enfatizou.

Fonte: Agência Amapá

Categorias: Amapá, Laranjal do Jari, Vale do Jari | Deixe um comentário

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