FORTALECIMENTO DA CADEIA PRODUTIVA DA CASTANHA DO BRASIL DÁ AO GRUPO ORSA O PRINCIPAL PRÊMIO DA INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA

Considerado o mais importante prêmio da indústria alimentícia na América do Sul, o Food Ingredients Excellence Awards 2012 inaugurou este ano a categoria biodiversidade para incentivar as empresas do setor nas boas práticas de conservação, manejo e uso sustentável. O prêmio foi entregue ontem à noite em São Paulo à Ouro Verde Amazônia, empresa ligada ao Grupo Orsa.

Sérgio Amoroso presidente do Grupo Orsa

O reconhecimento é resultado do projeto de fortalecimento da cadeia produtiva da Castanha-do-Brasil na Amazônia desenvolvido pela empresa. Patrocinado e organizado pela FiSA – Food Ingredientes South America, o prêmio foi possível graças ao apoio técnico da União para o Biocomércio Ético (UEBT) na elaboração dos critérios, escolha dos jurados e seleção dos candidatos.

Para escolher os finalistas na nova categoria, a UEBT formou um time de especialistas com representantes do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora); Movimento Empresarial pela Biodiversidade – Brasil (MEBB); Corporação Financeira Internacional (IFC) e One Sustentabilidade.

O objetivo da nova categoria que passa ser permanente dentro da premiação anual é motivar as boas práticas de conservação, uso sustentável e desenvolvimento econômico das cadeias produtivas através da agregação de valor local e da implantação de práticas e políticas que respeitem os princípios de biocomércio ético, promovendo um abastecimento com respeito, explica Cristiane de Moraes, representante da UEBT no Brasil.

Ao receber o prêmio em nome da Ouro Verde Amazônia, Luis Fernando Laranja, diretor da empresa, disse que o reconhecimento é um estímulo para quem trabalha em regiões do interior da Amazônia, muitas vezes sem o apoio e a visibilidade que ajudariam a desenvolver melhores ações. “O prêmio mostra que estamos no caminho certo”.

De acordo com as informações prestadas ao júri pela empresa, o projeto foi criado para consolidar um modelo de negócios diferenciado com as comunidades tradicionais, incluindo etnias indígenas (Rikbaktsa, Arara do Rio Branco, Kayapó, Kayabi, Munduruku, Zoró), seringueiros, residentes de Resex e agricultores familiares que manejam a castanha. Na documentação entregue aos jurados do prêmio, a empresa atesta que pratica preços acima da média normalmente paga aos fornecedores de castanha, colabora na organização comunitária e tenta se alinhar aos princípios da Convenção da Biodiversidade (CDB/ONU).

Respeito às comunidades

Nos argumentos apresentados aos jurados, a Ouro Verde explica que a comercialização da castanha na Amazônia é dominada por alguns comerciantes e suas redes de atravessadores. O preço, segundo a empresa, é controlado por este mercado e é bem mais baixo no inicio da safra, época em que atravessadores visitam as comunidades para fechar os contratos de compras com pagamentos antecipados. A falta de liquidez por parte dos castanheiros para financiar os investimentos e gastos para a colheita resulta na dependência dos extrativistas nos pré-pagamentos de créditos dos atravessadores.

A Ouro Verde Amazônia conta que entrou nesse mercado realizando a compra direta das comunidades, fortalecendo os extrativistas na estruturação organizacional e na formação técnica, disponibilizando instrumentos e conhecimentos necessários para melhorar a cadeia produtiva da castanha e criando valores diferenciados para produtos de melhor qualidade.

De acordo com a empresa, eles conseguiram criar relações especiais com as comunidades por meio do apoio da organização de associações e cooperativas, facilitando o acesso aos serviços bancários (linhas de crédito especiais apoiadas pelos bancos públicos federais), a construção de infraestrutura nas áreas de coleta para o armazenamento de matéria-prima e facilitação da logística para que eles viabilizem a venda de seus produtos, fugindo dos intermediários.

O projeto vencedor destacou-se ainda pela oferta de treinamento para os envolvidos na coleta de castanha do Brasil e ajuda na melhoria da coleta, armazenamento e transporte, garantindo o fornecimento do produto de ótima qualidade. Em contrapartida, os fornecedores receberiam um preço diferenciado.

Conforme a Ouro Verde, esse processo viabilizou o investimento em pesquisa e desenvolvimento, partindo de uma matéria prima de melhor qualidade, que culminou com a criação de produtos inéditos e de alto valor agregado como azeite, creme e granulado de castanha.

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Informações:
Fi South America 2012
18 a 20 de setembro de 2012
Expo Center Norte – São Paulo – SP
http://www.fi-events.com.br
nutraceuticals@ubmbrazil.com.br

Sobre a UEBT:
A União para BioComércio Ético (UEBT) é uma associação internacional sem fins lucrativos que promove o “Abastecimento com Respeito” dos ingredientes provenientes da biodiversidade. Os membros comprometem-se gradualmente que as suas práticas de abastecimento promovem a conservação da biodiversidade, respeitam o conhecimento tradicional e garantem a partilha equitativa dos benefícios ao longo de toda a cadeia de abastecimento.
Para saber mais sobre a UEBT acesse http://www.ethicalbiotrade.org

Informações para imprensa:

Green Comunicação: Jaime Gesisky –  62 8116 1200
jaimegesisky@gmail.com Skype: gesisky

Categorias: Amapá, Laranjal do Jari, Vale do Jari | Deixe um comentário

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