Grupo Orsa ameaça deixar cerca de 6 mil trabalhadores sem emprego com a paralisação da Jari

Silvino Oliveira Gonçalves,  presidente do Sindicato Local Pará/Amapá, denuncia a intenção da empresa Jarí Celulose  de interromper por quase um ano as atividades e demitir seus funcionários. A ação representaria , no geral, a perda de 6 mil empregos.

O sindicalista explica que 75% do Grupo Orsa foram vendidos recentemente para a empresa International Paper.  Entretanto, a Jari Celulose ficou de fora dessa venda. “A intenção é implantar na Jari um novo projeto  com a mudança na fabricação de celulose de fibra curta. A empresa passaria a produzir celulose solúvel, a partir de outubro de 2013.”

Para isso, a fábrica pretende interromper todas as atividades em janeiro próximo e fazer uma readequação . “Tivemos uma reunião com Jorge Henrique, VP do Grupo Orsa, no dia 29 de outubro.  Na ocasião, deixamos claro nosso repúdio  a essas demissões  que causariam um profundo drama social na região”, adverte Silvino.

Silvino denuncia intenção da Jari Celulose de deixar 6 mil sem emprego

Para evitar essa situação, a direção do Sintracel está buscando apoio de parlamentares do Pará/Amapá e também dos prefeitos dos três municípios que compõem o Vale do Jari. Ao mesmo tempo, o Sinap está, em conjunto com o Sindicato Local, procurando marcar uma audiência com a direção do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com outros órgãos  federais, como o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério da Casa Civil.

“Não somos contra que o BNDES apoie as empresas  de papel e celulose, mas o que não aceitamos é que dinheiro público vá para ajudar na demissão de trabalhadores . Estamos dispostos a negociar, buscar um entendimento, desde que esses empregos sejam preservados”, salienta Silvino.

A CUT Amapá está também apoiando a luta dos companheiros da Jari e Celulose. Representantes da Central participaram no dia 31/10 de uma manifestação na portaria da empresa contra as demissões.

Trabalham hoje diretamente na Jari Celulose 780 funcionários. Somam-se a eles, mais 500 que atual na Marquesa Florestal, também pertencente à Jari, além de cerca de 2.800 trabalhadores dispersos nas várias empresas prestadoras de serviço. Além desses, há ainda aqueles que não são representados pelo Sintracel. No cômputo geral, serão atingidos cerca de 6 mil trabalhadores.

Fonte: Sinap

Categorias: Amapá, Laranjal do Jari, Vale do Jari | Deixe um comentário

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