Grupo Orsa vai fechar fábrica de 410 mil t/ano de fibra curta; planeja fazer celulose solúvel no Jari

No último dia 30 de outubro, o Grupo Orsa começou a informar clientes e fornecedores que encerrará, indefinidamente, sua fábrica de celulose branqueada de eucalipto (BEK), em Monte Dourado (PA). Em carta, a companhia explicou que a produção de fibra virgem, controlada pela sua empresa Jari, funcionará até o final de janeiro devido a “questões técnico-industriais”. “Em cerca de 90 dias, estaremos aptos a fornecer mais informações da futura estratégia da Jari”, a Orsa afirmou.

A companhia pretende analisar alternativas à produção de BEK, e a fabricação de celulose solúvel pode ser uma opção, segundo apurou a PPI América Latina. “O negócio de celulose da empresa está no vermelho há cinco anos. O Grupo Orsa estudará como retornar ao mercado de fibra virgem e não descarta parcerias para isso”, afirmou um participante de mercado.

Outro contato comentou que a caldeira de recuperação da fábrica requer vários reparos para continuar a funcionar, o que inviabilizaria a continuidade do negócio.

Atualmente, a Jari exporta 95% de BEK à Ásia e à Europa. O restante é negociado domesticamente com um só cliente, localizado próximo à planta de Monte Dourado.

“Não está claro como a empresa continuará a produzir; ainda buscam outro tipo de fibra”, opinou um contato.

Os funcionários da fábrica deverão ser dispensados. A empresa pretende, no entanto, manter as atividades florestais. Os volumes e cronograma da retomada de produção ainda não foram divulgados. O Grupo Orsa, que atualmente não comenta o assunto, deverá se posicionar em 12 de novembro.

A notícia do fechamento da Jari surpreendeu o mercado, que mal acaba de absorver a recém-criada joint venture de papel entre Jari e International Paper (IP).

Em 24 de outubro, as companhias assinaram um acordo para a criação de uma nova empresa no Brasil. A IP investirá R$ 952 milhões na joint venture, que incluirá os ativos de papel e de caixas de papelão da Orsa. O negócio deverá ser concluído no primeiro trimestre de 2013.

A IP controlará 75% da joint venture e os 25% restantes serão gerenciados pela Orsa.

Na ocasião, o president do Grupo Orsa, Sergio Amoroso, afirmou que a joint venture daria novo fôlego à estrutura financeira da companhia, e negou que geraria algum investimento na unidade de celulose.

“Atualmente, altos investimentos em fibra virgem não geram retornos rápidos,” disse.

Por Fernanda Belchior, Editora Sênior de Notícias, PPI América Latina, fbelchior@risi.com.

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