Audiência pública vai debater situação dos trabalhadores da empresa Jari Celulose

Na última quinta-feira (8), os deputados Bala Rocha (PDT) e Dalva Figueiredo (PT) apresentaram à Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, um requerimento para a realização de audiência pública e seminário estadual para debater sobre as relações de trabalho e o impacto social e econômico das demissões da Jarí Celulose S/A para as comunidades do Vale do Jari.

Serão convidados a participar da audiência o Presidente do Grupo Orsa, Sérgio Amoroso, o Superintendente da Delegacia do Trabalho no Amapá, Adonias do Nascimento Oliveira, representante do Banco Nacional de Desenvolvimento Social BNDES, a atual prefeita, Euricélia Cardoso e o prefeito eleito de Laranjal do Jari, Manoel José Alves Pereira. “Diante da possibilidade da demissão em massa de tantos cidadãos amapaenses, nós do Parlamento não poderíamos ficar de braços cruzados. Nesta audiência queremos ouvir todos os lados”, disse Dalva.

A audiência pública está prevista para acontecer no dia 23 deste mês, em Macapá. O Plano de Modernização Administrativa e da Planta de Produção, principais motivos das demissões, prevê a demissão de mais de 5 mil funcionários.

A demissão em massa de trabalhadores naquela região ocasionará problemas imensuráveis para população do Vale do Jarí. “Por isso acredito que seja possível uma saída negociada entre o Sindicato e a empresa para manter os empregos. Defendo que o poder público tem que acompanhar esse caso”, comenta a deputada Dalva.

O Superintende Regional do Trabalho no Amapá, Adonias Oliveira, informou que designou o setor de fiscalização do órgão para acompanhar o assunto. A medida adotada pela parlamentar pretende assegurar a manutenção dos postos de trabalhos durante o período de ampliação do parque industrial da Jarcel, localizado no município de Almerim/PA, com previsão de 10 meses em obras.

A Jari Celulose S/A,  empresa do Grupo Orsa, contratou financiamento na ordem de R$ 145,4 milhões junto ao Banco do Desenvolvimento Econômico e Social, com recursos estinados à modernização da unidade industrial em Monte Dourado, no município de Almerim (PA) e ao plantio de até 33,7 mil de hectares de florestas de eucalipto no período de 2006 a 2008.

Ainda, de acordo com o site do BNDES o valor corresponde a 70% do custo total, de R$ 207 milhões. O principal objetivo do projeto é a manutenção da competitividade internacional da empresa, a partir da redução de custo de produção decorrente dos investimentos industriais e do aumento da rentabilidade dos seus ativos florestais.

Segundo informações do Sintracel está prevista uma paralização de 10 meses na produção industrial para execução das obras de ampliação da empresa e, nesse período serão dispensados todos os funcionários. Não há garantia de que os trabalhadores retomem seus postos de trabalho após esse tempo.

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Categorias: Amapá, Laranjal do Jari, Vale do Jari | 7 Comentários

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7 opiniões sobre “Audiência pública vai debater situação dos trabalhadores da empresa Jari Celulose

  1. piricomtd@gmail.com

    temos que agir rapido pois a empresa deu um praso até 30-11-3012 para inicias as demissões,praso que o sindicato pediu,pois as demissões já era para está acontecendo,nós pedimos esse praso para podermos faser as articulações politicas,nós ajude nessa luta,vamos salvar os empregos.

    • Anônimo

      Teremos que agir rápido pois a empresa deu um prazo até 30-11-2012 para iniciar as demissões,uma vez que esse foi prazo que o sindicato pediu porque as demissões já eram para está acontecendo,nós pedimos essa data para podermos fazer as articulações politicas.Nos ajude nessa luta,vamos salvar os empregos.

    • Anônimo

      A atual gestão do Sindicato só fazem é brigar entre si e nada de lutar pelos trabalhadores, agora que todo mundo vai sair, como é que vocês vão bancar suas mordomias? será que o Presidente ainda vai poder bancar “Taxi” pra ele passear o dia todo pela cidade?

  2. Anônimo

    Se o problema é aqui no “Vale do Jari” porque a audiencia é em Macapá?

  3. Marcos

    Não há oque fazer a fabrica ira fechar dVez!L.jari vai para o fundo do poço.As pessoas ja estão pensando em ir embora.

  4. Anônimo

    Esse sintracel tmb é brincadeira, nunca se empenhou em ajudar a classe trabalhadora, com sua forma radical de agir e com pouca diplomacia, agora se mostra interessado num ato de mobilização geral desesperado. Enquanto não passar um rodo nessa turma do Piricó e Cia esse sindicato nunca vai prestar, infelizmente os trabalhadores estão sozinhos como sempre estiveram.

  5. Henrique

    Concluindo meu comentário acima, o Presidente da Jari Celulose Sérgio Amoroso não está nem aí para as familias que estão preocupadas sem ter para onde ir, seu interesse sempre foi explorar aquela região de forma brutal e sem dó, principalmente a exploração da floresta nativa, se uma fiscalização decente do ibama ocorrece ali ele teria que desembolsar uma multa que daria de construir pelo mesmos uma ou duas fábricas de celulose.

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