Janete lamenta ausência de presidente do BNDES em audiência sobre Jari Celulose

A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional realizou nesta terça-feira (27) audiência pública para debater a situação de milhares de trabalhadores da empresa Jari Celulose, que se encontram na iminência de serem dispensados em massa. A suspensão das atividades da empresa foi anunciada pelo controlador, Grupo Orsa, para janeiro de 2013.

O motivo, segundo a empresa informou, é a modernização da planta da fábrica para implantar o projeto de produção de celulose solúvel. A representante da diretoria da Jari Celulose, a advogada Maria Marilete Martins,  justificou a suspensão das atividades com a alegação de que a empresa teria sofrido grandes prejuízos nos últimos anos devido à queda do preço da celulose no mercado internacional. “Ou modernizamos a produção e passamos a processar celulose solúvel, ou fechamos definitivamente a fábrica”, sentenciou.

O processo de modernização da planta duraria cerca de onze meses e seria financiado com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aprovou em 2007 um financiamento de R$ 145,4 milhões para a empresa.

Além da modernização da unidade industrial da localidade de Monte Dourado, no município de Almerim (PA), o dinheiro seria destinado ao plantio de até 33,7 mil de hectares de florestas de eucalipto entre 2006 e 2008. Recentemente, a International Paper e a Jari Celulose fizeram um acordo para criar umajoint venture, com aporte de aproximadamente R$ 950 milhões, visando a desenvolver uma nova tecnologia para embalagens.

A Comissão convidou o presidente do banco para prestar esclarecimentos a respeito da concessão do financiamento, mas ele não compareceu. A Deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) lamentou a ausência. “Os recursos públicos do BNDES devem modernizar as indústrias, promover o desenvolvimento e gerar empregos e renda, não o contrário”, afirma a deputada.

Segundo o Sintracel (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel, Celulose, Pasta de Madeira para Papel, Papelão e Cortiça dos Estados do Pará e Amapá), são 1 mil 537 empregos do Grupo Orsa na indústria de celulose e atividades conexas e mais 6 mil indiretos, na cadeia produtiva. Pelo menos 100 mil pessoas são beneficiárias da renda recebida pelos trabalhadores.

“Serão homens e mulheres desempregados, crianças, adolescentes e jovens afetados pelo declínio da renda familiar com impactos negativos em cadeia.”, disse a deputada socialista.

As vagas de emprego na produção de celulose respondem por aproximadamente 70% da população ocupada nos municípios de Laranjal do Jari e Vitória do Jari, no Amapá, e Almeirim, no Pará, e a atuação da empresa na região impactaria em 50% do PIB nos mesmos municípios.

O Ministro do Trabalho, Brizola Neto, já se comprometeu com a Comissão a chamar o grupo controlador da Jari Celulose para uma reunião, com o objetivo de adotar medidas para manter as vagas de emprego e a remuneração dos empregados.

Outra reunião acontecerá dia 7 de dezembro, às 19 horas, no Ginásio da Praça de Laranjal do Jari, com a mesma temática, reunindo trabalhadores, lideranças políticas e sindicais e empreendedores locais.

 

Agência Câmara e Assessoria da Deputada
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