Amapá

Polícia prende suspeitos de integrar quadrilha de tráfico de drogas no Vale do Jari

Durante a ação, três pessoas foram presas e dois adolescente apreendidos. Segundo os suspeitos, a droga iria de Almeirim, PA, para estado do Amapá.

Policiais civis da delegacia de Almeirim, no noroeste paraense, prenderam três pessoas suspeitas de fazer parte de uma quadrilha interestadual de traficantes que estaria agindo na localidade. Com a prisão, também foi localizado um ponto de venda de drogas em um sítio na zona rural daquele município.

As investigações começaram após uma série de denúncias anônimas de que um homem estaria comercializando, distribuindo e abastecendo a cidade com entorpecentes. No local indicado, os policiais passaram a monitorar a área e perceberam uma movimentação intensa de pessoas entrando e saindo da residência.

Diante da situação, os policiais civis em companhia da polícia militar local realizaram buscas no interior do imóvel e encontraram 82 petecas de “merla”, cerca de 65 gramas de óxi, além da quantia de R$ 298,00. Três adultos foram presos e dois adolescentes apreendidos.

Os materiais apreendidos, juntamente com os suspeitos, foram conduzidos e apresentados na unidade de polícia local. Em depoimento à polícia, um dos homens teria afirmado que o destino da droga seria o município de Laranjal do Jari, no estado do Amapá.

Segundo o delegado Edimilson Pereira, os adultos irão responder por tráfico ilícito de drogas com base no artigo 33 e 35 caput da Lei 11.343/2006 e por corrupção de menores. Eles se encontram presos à disposição da Justiça.

Fonte: G1

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EM LARANJAL MOTOQUEIRO MORRE EM UM GRAVE ACIDENTE DE TRÂNSITO

Ocorreu nesta sexta-feira dia 30, por volta das 20h15min, um grave acidente de trânsito envolvendo dois motoqueiros na Avenida Tancredo Neves no bairro Agreste.
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A equipe de Rádio Patrulha do 11° Batalhão comandada pelo Sgt R. Gonçalves, foi acionada pela Central de Operações para atender uma ocorrência de acidente de trânsito. No local do acidente, os policiais foram informados por testemunhas que o jovem Jailsom de Moraes Carvalho de 19 anos, conduzia sua motocicleta em alta velocidade no sentido norte/sul e ao chegar próximo a prefeitura colidiu com outra moto que trafegava no mesmo sentido, o impacto foi tão grande que jogou Jailsom há vários metros de distância que infelizmente morreu na hora. O outro condutor, Diones Nascimento dos Santos de 27 anos, sofreu várias escoriações pelo corpo, mas seu estado clínico é estável.
Segundo informações de populares, Jailsom dirigia sobre efeito de álcool e o veículo pertencia à outra pessoa que lhe havia emprestado.
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Dielson novo prefeito de Vitória do Jari é empossado

Dielson foi eleito Prefeito em Vitória do Jari pelo PT na coligação Unidos pela Mudança. Com 4.753 votos (61,67% dos votos).
Foi diplomado prefeito: Raimundo de Alcimar Ney de Souza (Dielson), vice-prefeito: Raimundo Jorge Gonçalves Bastos (Jorge Bastos) e vereadores: Maria de Nazaré Lima Diniz (Prof. Izinha), Cid dos Santos Souza (Cid Santos), José da Assunção Ferreira Câmara (Assunção Lumancil), Jorgileno do Carmo Vieira (Prof. Jorgileno), Adinailton da Silva Ribeiro (Prof. Adi), Lindomar Pastana de Oliveira (Preto), Rosineide do Socorro Carvalho da Silva (Rosa), Edcarlos Corrêa Barbosa (Edcarlos) e Gerson Caldeira de Freitas (Prof. Gerson).
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Foram ainda diplomados suplentes de vereadores: Ary Duarte da Costa, Lindomar Carvalho Chaves, Gilmar Batista Freitas Soeiro, Alcides Frazão Silva, Izaelson da Silva Lavrador, Alailson Marques da Silva, Benedito Magno Gonçalves Bastos, Conceição Gomes de Carvalho e Marijunis Reis de Lima.
O evento aconteceu no Fórum da Comarca de Vitória do Jarí e contou com a presença do juiz eleitoral Dr. Luiz Carlos Kopes Brandão, o promotor Wueber Duarte Penafort, o deputado estadual Charles Marques, Alex da Camara Lumancil, representante da Câmara de Vereadores; o vereador Zé Roberto de Santana e o vereador Aldo de Souza Oliveira, de Laranjal do Jarí.
O próximo prefeito a ser empossado é Miguel do Posto (PSB) em Oiapoque, a cerimônia está marcada para o dia 07, naquele município.
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Prefeitos e vereadores eleitos começam a ser diplomados

Dielson de Vitória do Jari abre a agenda de diplomações do TRE
A partir desta sexta-feira (30) o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) começa a diplomar os candidatos que venceram as eleições de outubro. Novos prefeitos, vices, vereadores e suplentes vão receber o diploma durante uma cerimônia formal. Após a diplomação o eleito estará apto a tomar posse no cargo para o qual foi escolhido.
Com a diplomação, encerra-se o período para que sejam ajuizadas ações contra o candidato no âmbito da Justiça Eleitoral.
Atualmente os atuais prefeitos e os eleitos estão mantendo encontros frequentes na fase chamada de transição (Lei nº 10.609), que estabelece as regras para que seja realizada uma alternância de poder baseada na democracia e transparência.
Cabe às câmaras municipais dar posse aos eleitos. Os prefeitos assumem seus cargos no dia 1° de janeiro de 2013 e os vereadores serão empossados no dia 2 de fevereiro, data que marca o início do período legislativo nas câmaras municipais.
Confira a agenda de diplomações
Dielson (PT) – Vitória do Jari: dia 30/11, às 9h, no Fórum da Comarca de Vitória do Jari.
Miguel do Posto (PSB) – Oiapoque: dia 07/12, às 18h30, no Fórum da Comarca de Oiapoque.
Zé Maria (PSB) – Serra do Navio: dia 11/12, às 10h, na Câmara Municipal.
Gemaque (DEM) – Pedra Branca do Amapari: dia 11/12, às 14h, no Fórum da Comarca.
Almir Rezende (PTdoB) – Tartarugalzinho: dia 12/12, às 18h, no Fórum da Comarca de
Valdo (PT) – Ferreira Gomes: dia 12/12, às 14h, no Centro Cultural Antônio de Souza Mareco.
Junior Leite (PT) – Pracuúba: dia 13/12, às 9h, na quadra da E. E. Ernesto Pereira Colares.
Dilson Borges (PMDB) – Mazagão: dia 14/12, às 10h, no Fórum da Comarca de Zeca Madeireiro (PP) – Laranjal do Jari: dia 14/12, às 10h, no auditório do IFAP.
Clécio Luís (PSOL) – Macapá: dia 14/12, às 18h, no Teatro das Bacabeiras.
Professora Eliane Pimentel (PSL) – Cutias do Araguari: dia 15/12, às 10h, na Câmara Municipal.
Ester (PSB) – Itaubal do Piririm: dia 16/12, às 10h, na Câmara Municipal.
Tonho (PCdoB) – Porto Grande: dia 17/12, às 16h, no Fórum da Comarca de Potro Grande.
Robson Rocha (PTB) – Santana: dia 18/12, às 10h, no Fórum da Comarca de Santana.
Dr. Assis (PRB) – Amapá: dia 18/12, às 16h, na Câmara Municipal do Amapá.
Lucimar (PMDB) – Calçoene: dia 18/12, às 19h, na Câmara Municipal de Calçoene.
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Vitória do Jarí é a primeira Zona Eleitoral a realizar as diplomações

13ª Zona Eleitoral realizou a cerimônia de entrega dos diplomas ao prefeito, vice-prefeito, vereadores eleitos e suplentes de vereadores.
Foi diplomado prefeito: Raimundo de Alcimar Ney de Souza (Dielson), vice-prefeito: Raimundo Jorge Gonçalves Bastos (Jorge Bastos) e vereadores: Maria de Nazaré Lima Diniz (Prof. Izinha), Cid dos Santos Souza (Cid Santos), José da Assunção Ferreira Câmara (Assunção Lumancil), Jorgileno do Carmo Vieira (Prof. Jorgileno), Adinailton da Silva Ribeiro (Prof. Adi), Lindomar Pastana de Oliveira (Preto), Rosineide do Socorro Carvalho da Silva (Rosa), Edcarlos Corrêa Barbosa (Edcarlos) e Gerson Caldeira de Freitas (Prof. Gerson).
Foram ainda diplomados suplentes de vereadores: Ary Duarte da Costa, Lindomar Carvalho Chaves, Gilmar Batista Freitas Soeiro, Alcides Frazão Silva, Izaelson da Silva Lavrador, Alailson Marques da Silva, Benedito Magno Gonçalves Bastos, Conceição Gomes de Carvalho e Marijunis Reis de Lima.
O evento aconteceu no Fórum da Comarca de Vitória do Jarí e contou com a presença do juiz eleitoral Dr. Luiz Carlos Kopes Brandão, o promotor Wueber Duarte Penafort, o deputado estadual Charles Marques, Alex da Camara Lumancil, representante da Câmara de Vereadores; o vereador Zé Roberto de Santana e o vereador Aldo de Souza Oliveira, de Laranjal do Jarí.
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Grupo Orsa busca sócio para projeto da Jari Celulose

A Jari Celulose, do empresário paulista Sergio Amoroso, está em busca de um sócio investidor disposto a aportar US$ 100 milhões no projeto de conversão da fábrica de celulose de eucalipto de Monte Dourado (PA) em unidade produtora de celulose solúvel, apurou o Valor. A empresa já anunciou que vai paralisar as atividades na fábrica até janeiro, porém nega as demais informações.

Sergio Amoroso busca sócio investidor para a Jari Celulose

Sergio Amoroso busca sócio investidor para a Jari Celulose

A Jari, que faz parte do Grupo Orsa, oficializou os planos de parada da unidade de celulose de eucalipto no Vale do Jari, região amazônica entre os Estados do Pará e do Amapá, no começo deste mês. Com capacidade instalada para 410 mil toneladas anuais, a fábrica é considerada de alto custo e acumulou prejuízos nos últimos anos em razão da baixa escala e de margens comprometidas.

O plano da Jari, conforme fontes ouvidas pelo Valor, é converter e ajustar a unidade para a produção de celulose solúvel, cujos preços de venda seriam mais compatíveis com os custos de produção da fibra no Pará. Com ampla gama de aplicações, a matéria-prima pode ser usada nas indústrias têxtil, de alimentos e medicamentos, entre outras.

Conforme uma fonte, a Jari já teria em mãos estudos relativos à conversão da fábrica e de mercado. Os detalhes do projeto serão discutidos ainda em dezembro e um dos pontos considerados pela empresa é a participação de um sócio estratégico. Nesse caso, caberia ao novo investidor um aporte de US$ 100 milhões.

Modelo similar ao que pode ser adotado pela Jari para o negócio de celulose foi escolhido pelo Grupo Orsa para a reorganização de suas operações de papel e embalagem. Em outubro, a empresa e a americana International Paper (IP), maior produtora mundial de papéis de imprimir e escrever, anunciaram um acordo que prevê a constituição no país de uma joint venture na área de embalagens.

Como parte do acordo, a Jari aportará suas sete fábricas de papelão para embalagem e caixas na joint venture, enquanto os investimentos da IP chegam a R$ 952 milhões, em uma transação que marca a entrada da companhia americana no mercado brasileiro de embalagens.

O mercado de celulose solúvel é visto como “bastante volátil” pela indústria e atraiu novos produtores – sobretudo por meio da conversão de fábricas voltadas a outros tipos de fibra – nos últimos dois anos. Em 2011, os preços da matéria-prima chegaram à casa de US$ 3 mil por tonelada, diante de problemas na colheita de algodão, que reduziram a oferta da commodity. Como a celulose solúvel pode ser usada na fabricação de viscose, houve forte demanda pelo produto por parte da indústria têxtil.

As maiores produtoras mundiais desse tipo de celulose são Sappi, Birla, Sateri – que é dona da Bahia Specialty Cellulose (BSC) -, Rayonier, Buckeye e Lenzing, com 60% da produção.

Fonte:  Valor Econômico

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Governo do Amapá debate demissões da Jari Celulose na Câmara dos Deputados

Em audiência pública realizada nesta terça-feira, 27, na Câmara dos Deputados, em Brasília, a vice-governadora do Amapá, Doralice Nascimento, expressou a preocupação do governo do Estado com o impacto social das demissões anunciadas pela empresa Jari Celulose nas comunidades do Vale do Rio Jari.

“O governador Camilo Capiberibe já se reuniu, no município de Laranjal, com trabalhadores da empresa, para discutir a situação. Sabemos que essas demissões trarão um forte impacto para a comunidade local e estamos trabalhando para evitar uma grave crise social na região”, afirmou a vice-governadora.

A audiência foi fruto de requerimento da deputada Janete Capiberibe (PSB/AP) e do deputado Bala Rocha (PDT/AP), e realizada em conjunto pelas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público e da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional.

Segundo Janete Capiberibe, “as demissões terão sérias consequências de ordem socioeconômica no Vale do Jari, que possui cerca de 120 mil habitantes, especialmente no lado amapaense, já que 70% dos trabalhadores que serão dispensados são do Amapá”.

Para o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Mineração, José Reinaldo Picanço, que também participou da audiência, será necessário “pensar em um plano de ação, que inclua todo o Vale do Jari, pelas diferentes esferas envolvidas no problema – os estados do Amapá e Pará; governo federal; municípios; empresa e trabalhadores”. Ele ainda questionou sobre qual é a proposta de solução da empresa. Pergunta que ficou em aberto.

A falta de informações mais precisas por parte da Jari Celulose e a ausência de representante do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na audiência foram críticas unânimes dos participantes. Em 2007, o BNDES aprovou um financiamento de R$ 145,4 milhões para a Jari Celulose, que faz parte do Grupo Orsa. Os recursos seriam destinados à modernização da unidade industrial da localidade de Monte Dourado, no município de Almerim (PA), e ao plantio de até 33,7 mil de hectares de florestas de eucalipto entre 2006 e 2008.

Participaram da reunião o representante do Ministério do Trabalho e Emprego, Mauro Rodrigues; o secretário de Produção do Pará, Sidney Rosa; a secretária de Representação do Amapá em Brasília (Seab), Divanaide Ribeiro; o superintendente regional do Trabalho do Amapá, Adonias Oliveira; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Papel e Celulose do Pará e Amapá (Sintracel), Silvino Oliveira Gonçalves Filho; o prefeito eleito de Vitória do Jari, Raimundo de Alcimar Ney de Souza; a representante do Grupo Orsa, Marliete Martins e a presidente da CUT/AP, Odete Gomes.

Sal Freire/SEGB

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Jari Celulose será monitorada por subcomissões e Grupo de Trabalho da Câmara

A ameaça de suspensão das atividades por um período de 10 meses, anunciada pelo Grupo Orsa, põe em risco os empregos de 1.537 trabalhadores da indústria e duas subsidiárias

 

Deputados da Bancada Federal do Amapá das Comissões da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional e da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público vão criar subcomissões para acompanhar e buscar soluções à ameaça de suspensão das atividades da Jari Celulose, contralada pelo Grupo Orsa, no Vale do Jari.
Um grupo de trabalho vai congregar os parlamentares, gestores públicos municipais, estaduais e federais, representantes da empresa e do sindicato para traçar iniciativas de solução. Os parlamentares vão oficiar pedidos de informação ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre o financiamento de R$ 145 milhões à Jari Celulose; e ao presidente do Grupo Orsa, Sérgio Amoroso, sobre os objetivos do plano de modernização da planta instalada no Vale do Jari.
A ameaça de suspensão das atividades por um período de 10 meses, anunciada pelo Grupo Orsa, põe em risco os empregos de 1.537 trabalhadores da indústria e duas subsidiárias, além de 6 mil empregos nas empresas prestadoras de serviço na cadeia produtiva da celulose. Segundo o Sintracel (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Celulose, Papel, Pasta de Madeira para Papel, Papelão e Cortiça dos Estados do Pará e Amapá) cerca de 100 mil pessoas terão sua renda afetada, já que 70% das vagas de emprego e 50% do PIB de Laranjal e Vitória do Jari dependeriam da atividade.
Empregos
O esforço conjunto dos estados do Amapá e do Pará para incentivar o desenvolvimento na região e garantir políticas públicas eficientes foi lembrado durante a audiência pública em Brasília.
Segundo os dados do CAGED/MTE, foram gerados 5 mil 709 novos empregos, de janeiro até outubro deste ano. Crescimento de 8,4%, enquanto a média nacional é de 4,46%. Em 2011 houve um saldo de 7 mil 604 empregos novos; crescimento de 12,47%, enquanto a média nacional foi de 5,47%.
A Bancada planeja realizar outra reunião, dia 7 de dezembro, às 19 horas, no Ginásio da Praça de Laranjal do Jari, reunindo trabalhadores, lideranças políticas e sindicais e empreendedores locais.
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Associação extrativista do Cajari recebe mais de R$ 250 mil de verba

Associação de Mulheres do Alto Cajari engloba um grupo de 108 mulheres de 13 comunidades da região da Reserva Extrativista (Resex) do Alto Cajari.

Extrativistas produzem biscoitos e derivados da castanha-do-Brasil. Foto: Divulgação

Até o final deste ano, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)  repassará R$ 259.840 a Associação de Mulheres do Alto Cajari (Amac), no município de Laranjal do Jari, no Amapá. O dinheiro está contribuindo para mudar a realidade de muitas mulheres da região, com geração de emprego e renda.

Mãe de seis filhos, Andrelina Almeida Barros, 52 anos, viu sua vida se transformar depois de entrar para a associação. Junto com outras extrativistas, ela passou a produzir biscoitos e derivados de castanha-do-Brasil, deixando para trás uma pesada rotina de trabalho na roça. Grande parte da produção é comprada pelo PAA, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Andrelina faz parte do grupo de 108 mulheres de 13 comunidades da região da Reserva Extrativista (Resex) do Alto Cajari que são associadas à Amac. Do total de trabalhadoras, 58 ficam na cozinha, onde se revezam em três grupos durante a semana para descascar cerca de seis quilos de castanha por dia para fabricar mais de 1,2 mil pacotes de biscoitos e paçoca doce. Elas também produzem um petisco de banana salgada e frita.

A produção é distribuída em 11 escolas e entidades de Laranjal do Jari e Macapá. Entre as instituições beneficiadas nos dois municípios, estão a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e o Serviço Social do Comércio (Sesc).

Preservação em família

As castanhas são recolhidas nas áreas das famílias das associadas. Em geral, os maridos ficam incumbidos da coleta, que vai de dezembro a maio. A farinha usada para fazer os biscoitos é comprada pelas mulheres. O combinado é cada uma levar 15 quilos duas vezes por ano para a associação.

A banana também é colhida nos quintais das associadas. Cada mulher leva, em média, dois cachos por ano para a Amac. Em 2012, porém, elas tiveram que comprar em Macapá, a 280 quilômetros de Laranjal do Jari, porque a quantidade não foi suficiente para o volume da produção.

Além do PAA, um dos grandes incentivadores do trabalho da Amac é o Programa Bolsa Verde. Andrelina e parte das associadas recebem R$ 300 a cada trimestre com o benefício. Em troca, elas desenvolvem atividades de conservação ambiental, com a manutenção da cobertura vegetal e o uso sustentável dos recursos naturais.

Só na Resex do Alto Cajari, que engloba, além de Laranjal do Jari, os municípios de Mazagão e Vitória do Jari, cerca de 200 extrativistas têm o benefício do Bolsa Verde. Em todo o país, há aproximadamente 30 mil beneficiários.

Esforços

Apesar de existir desde 2004, a Amac ganhou força a partir de 2009, segundo a presidente da associação, Elziane Ribeiro de Souza. Cada associada contribui com R$ 2 mensais. Às vezes, o dinheiro não é suficiente para cobrir as despesas da entidade. Então, cada uma colabora um pouco mais para comprar o que falta. Parte da renda obtida com a produção é revertida à manutenção da pequena fábrica e à compra de materiais.

Além da produção, organizaram uma feira permanente em Laranjal do Jari. Lá, vendem bolos, tapiocas, batata, banana, laranja e diversos produtos derivados de castanha. Elas também planejam começar a vender os produtos em Macapá.

 

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Janete lamenta ausência de presidente do BNDES em audiência sobre Jari Celulose

A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional realizou nesta terça-feira (27) audiência pública para debater a situação de milhares de trabalhadores da empresa Jari Celulose, que se encontram na iminência de serem dispensados em massa. A suspensão das atividades da empresa foi anunciada pelo controlador, Grupo Orsa, para janeiro de 2013.

O motivo, segundo a empresa informou, é a modernização da planta da fábrica para implantar o projeto de produção de celulose solúvel. A representante da diretoria da Jari Celulose, a advogada Maria Marilete Martins,  justificou a suspensão das atividades com a alegação de que a empresa teria sofrido grandes prejuízos nos últimos anos devido à queda do preço da celulose no mercado internacional. “Ou modernizamos a produção e passamos a processar celulose solúvel, ou fechamos definitivamente a fábrica”, sentenciou.

O processo de modernização da planta duraria cerca de onze meses e seria financiado com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aprovou em 2007 um financiamento de R$ 145,4 milhões para a empresa.

Além da modernização da unidade industrial da localidade de Monte Dourado, no município de Almerim (PA), o dinheiro seria destinado ao plantio de até 33,7 mil de hectares de florestas de eucalipto entre 2006 e 2008. Recentemente, a International Paper e a Jari Celulose fizeram um acordo para criar umajoint venture, com aporte de aproximadamente R$ 950 milhões, visando a desenvolver uma nova tecnologia para embalagens.

A Comissão convidou o presidente do banco para prestar esclarecimentos a respeito da concessão do financiamento, mas ele não compareceu. A Deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) lamentou a ausência. “Os recursos públicos do BNDES devem modernizar as indústrias, promover o desenvolvimento e gerar empregos e renda, não o contrário”, afirma a deputada.

Segundo o Sintracel (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel, Celulose, Pasta de Madeira para Papel, Papelão e Cortiça dos Estados do Pará e Amapá), são 1 mil 537 empregos do Grupo Orsa na indústria de celulose e atividades conexas e mais 6 mil indiretos, na cadeia produtiva. Pelo menos 100 mil pessoas são beneficiárias da renda recebida pelos trabalhadores.

“Serão homens e mulheres desempregados, crianças, adolescentes e jovens afetados pelo declínio da renda familiar com impactos negativos em cadeia.”, disse a deputada socialista.

As vagas de emprego na produção de celulose respondem por aproximadamente 70% da população ocupada nos municípios de Laranjal do Jari e Vitória do Jari, no Amapá, e Almeirim, no Pará, e a atuação da empresa na região impactaria em 50% do PIB nos mesmos municípios.

O Ministro do Trabalho, Brizola Neto, já se comprometeu com a Comissão a chamar o grupo controlador da Jari Celulose para uma reunião, com o objetivo de adotar medidas para manter as vagas de emprego e a remuneração dos empregados.

Outra reunião acontecerá dia 7 de dezembro, às 19 horas, no Ginásio da Praça de Laranjal do Jari, com a mesma temática, reunindo trabalhadores, lideranças políticas e sindicais e empreendedores locais.

 

Agência Câmara e Assessoria da Deputada
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