Laranjal do Jari

Bancada Federal do Amapá pede esclarecimentos ao BNDES sobre Jari Celulose

Bancada Federal do Amapá esteve em audiência nessa quarta-feira, 5, na representação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em Brasília, para pedir esclarecimentos sobre a situação da empresa Jari Celulose.
Os parlamentares questionaram sobre as informações solicitadas ao banco, que segundo eles, não foram satisfatórias. No documento em resposta ao requerimento da bancada, o BNDES esclarece apenas que o contrato de financiamento firmado entre o BNDES e a Jari Celulose, no valor de R$ 145.465.000,00, previa a modernização da planta industrial da empresa em Monte Dourado, e que, devido variações nos preços de insumos e na taxa de câmbio não houve liberação de recursos para essa finalidade.
O documento informa que somente o financiamento do plantio, de aproximadamente 33 mil hectares de florestas de eucalipto, de 2006 a 2008 , foi totalmente implantado.
Os deputados explicaram que a empresa alega que demitirá funcionários, por necessidade de financiamento para o projeto de modernização que não foi executado.


A deputada Fátima Pelaes (PMDB) questionou a posição do banco quanto à viabilidade do financiamento e destacou: “É importante a permanência da empresa na região, mas que ela mantenha seu compromisso com os funcionários”.
Ao fim da reunião, o BNDES orientou os parlamentares quanto ao acesso às informações contratuais da empresa e se colocou à disposição para contribuir com Bancada do Amapá.
Ainda nessa quarta-feira foi criada a Subcomissão temporária para acompanhar as relações de trabalho e o impacto social das demissões da Jari Celulose, nas comunidades do vale do Jari, que será presidida pela deputada Fátima Pelaes, e terá como relator o deputado Bala Rocha (PDT-AP).

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Audiência pública no Vale do Jari discutirá impacto de demissões na Jari Celulose

Duas comissões da Câmara realizam hoje na cidade de Laranjal do Jari, no Amapá, audiência pública com o tema “Relações de trabalho e o impacto social das demissões da Jari Celulose (Jarcel) S/A, nas comunidades do Vale do Jari”. A discussão é feita pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público e Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional.


As comissões estão realizando uma série de audiências para verificar a situação de aproximadamente 1.700 trabalhadores da Jari Celulose que se encontram na iminência de ser dispensados em massa. Segundo a empresa, o motivo seria a implantação do projeto de celulose solúvel.

Em 2007, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 145,4 milhões para a Jari Celulose, que faz parte do Grupo Orsa. Os recursos seriam destinados à modernização da unidade industrial da localidade de Monte Dourado, no município de Almerim (PA) e ao plantio de até 33,7 mil de hectares de florestas de eucalipto entre 2006 e 2008.

Com isso, a Jarcel, resolveu, a partir de janeiro de 2013, parar a produção de celulose na fábrica instalada na cidade de Almeirim (PA). Esta decisão afetará, além dos trabalhadores, a renda de mais de 70 mil moradores nos municípios próximos ao projeto, inclusive Laranjal do Jari.

“O Projeto Jari, iniciou-se em 1967 com a produção de celulose. Este sonho, do senhor Daniel Ludwig, jamais teria se concretizado se não houvesse a participação de muitos trabalhadores, cidadãos brasileiros que concretizaram um aumento nos dividendos dos proprietários até os dias de hoje”, disse a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), uma das autoras de requerimentos para a realização da audiência de hoje.

A audiência será realizada às 19 horas de Brasília (17 horas do Amapá), na prefeitura de Laranjal do Jari.

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Com PAA, mulheres extrativistas de Laranjal do Jari melhoram renda

Mãe de seis filhos, Andrelina Almeida Barros, 52 anos, viu sua vida se transformar depois de entrar para a Associação de Mulheres do Alto Cajari (Amac), no município de Laranjal do Jari, no Amapá. Junto com outras extrativistas, ela passou a produzir biscoitos e derivados de castanha-do-brasil, deixando para trás uma pesada rotina de trabalho na roça. Grande parte da produção é comprada pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

De 2010 até o final deste ano, o total de repasses do MDS à associação, por meio do PAA, chegará a cerca de R$ 439 mil. Esse dinheiro está contribuindo para mudar a realidade de muitas mulheres da região, com geração de emprego e renda em áreas de florestas habitadas por famílias em situação de extrema pobreza, público-alvo do Plano Brasil Sem Miséria.

Andrelina faz parte do grupo de 108 mulheres de 13 comunidades da região da Reserva Extrativista (Resex) do Alto Cajari que são associadas à Amac. Do total de trabalhadoras, 58 ficam na cozinha, onde se revezam em três grupos durante a semana para descascar cerca de seis quilos de castanha por dia para fabricar mais de 1,2 mil pacotes de biscoitos e paçoca doce. Elas também produzem um petisco de banana salgada e frita.

A produção é distribuída em 11 escolas e entidades de Laranjal do Jari e Macapá. Entre as instituições beneficiadas nos dois municípios, estão a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e o Serviço Social do Comércio (Sesc).

Até o final deste ano, o PAA repassará R$ 259.840 à associação. Pelo contrato, ela deve entregar 26,6 mil quilos de produtos este ano. Em 2011, o ministério destinou à Amac R$ 89.895,60, com a compra de 11,7 mil quilos de banana frita e paçoca. Em 2010, o governo federal pagou R$ 90 mil por nove mil quilos de biscoitos de castanha.

“Minha vida mudou muito. Antes, esperava pelo marido. Hoje é diferente. As donas de casa trabalham e têm seu próprio dinheiro”, conta Andrelina, mostrando os braços marcados por feridas causadas pelo ralador de mandioca que usava para fazer farinha quando era criança.

Preservação em família – As castanhas são recolhidas nas áreas das famílias das associadas. Em geral, os maridos ficam incumbidos da coleta, que vai de dezembro a maio. A farinha usada para fazer os biscoitos é comprada pelas mulheres. O combinado é cada uma levar 15 quilos duas vezes por ano para a associação.

A banana também é colhida nos quintais das associadas. Cada mulher leva, em média, dois cachos por ano para a Amac. Em 2012, porém, elas tiveram que comprar em Macapá, a 280 quilômetros de Laranjal do Jari, porque a quantidade não foi suficiente para o volume da produção.

Além do PAA, um dos grandes incentivadores do trabalho da Amac é o Programa Bolsa Verde. Andrelina e parte das associadas recebem R$ 300 a cada trimestre com o benefício. Em troca, elas desenvolvem atividades de conservação ambiental, com a manutenção da cobertura vegetal e o uso sustentável dos recursos naturais.

Só na Resex do Alto Cajari, que engloba, além de Laranjal do Jari, os municípios de Mazagão e Vitória do Jari, cerca de 200 extrativistas têm o benefício do Bolsa Verde. Em todo o país, há aproximadamente 30 mil beneficiários.

“A gente não pode derrubar castanheira nem botar fogo no castanhal. Com a preservação, a gente consegue ganhar dinheiro”, diz Andrelina, que também recebe o Bolsa Família. “Hoje temos 47 castanheiras que já estão mais altas que meus filhos.”

Soma de esforços – Apesar de existir desde 2004, a Amac ganhou força a partir de 2009, segundo a presidente da associação, Elziane Ribeiro de Souza. Cada associada contribui com R$ 2 mensais. Às vezes, o dinheiro não é suficiente para cobrir as despesas da entidade. Então, cada uma colabora um pouco mais para comprar o que falta. Parte da renda obtida com a produção é revertida à manutenção da pequena fábrica e à compra de materiais.

As mulheres da Amac não param. Além da produção, organizaram uma feira permanente em Laranjal do Jari. Lá, vendem bolos, tapiocas, batata, banana, laranja e diversos produtos derivados de castanha. Elas também planejam começar a vender os produtos em Macapá.

“Tudo o que as mulheres da associação conseguiram até hoje vem da soma de esforços”, destaca Elziane, mãe de três filhos que estou até o ensino médio. “Em primeiro lugar, tem que ter união. Senão, a gente não consegue nada.”

Ascom/MDS

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POLÍCIA APREENDE DROGAS NO BAIRRO MALVINAS EM LARANJAL DO JARI

As equipes de Rádio Patrulha do 11° Batalhão, comandadas pelo SGT P. Monteiro apreenderam substâncias supostamente entorpecentes, no bairro Malvinas.
Foi por volta das 04h30min de ontem, dia 05, as equipes da VTR 1511 e 4511 realizavam patrulhamento em área de ponte se deparou com o infrator Flavio Pereira de 36 anos, durante a abordagem foi encontrado uma porção de substância entorpecente tipo crack, questionado sobre a origem da substância o mesmo informou que comprou na residência do senhor Gilmar Gomes de 33 anos, na residência a PM encontrou mais substâncias e dinheiro. Gilmar informou que a droga pertencia à senhora Mirla Marques de 18 anos.
Os infratores foram presos e encaminhados a Delegacia de Policia Civil de Laranjal do Jari para serem apresentados ao Delegado de Plantão, os mesmos poderão responder pelo crime de Tráfico de Entorpecente (Art. Nº 33 da Lei 11.343/06) cuja pena pode chegar a 15 anos de reclusão.
Fonte: PM
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Polícia prende suspeitos de integrar quadrilha de tráfico de drogas no Vale do Jari

Durante a ação, três pessoas foram presas e dois adolescente apreendidos. Segundo os suspeitos, a droga iria de Almeirim, PA, para estado do Amapá.

Policiais civis da delegacia de Almeirim, no noroeste paraense, prenderam três pessoas suspeitas de fazer parte de uma quadrilha interestadual de traficantes que estaria agindo na localidade. Com a prisão, também foi localizado um ponto de venda de drogas em um sítio na zona rural daquele município.

As investigações começaram após uma série de denúncias anônimas de que um homem estaria comercializando, distribuindo e abastecendo a cidade com entorpecentes. No local indicado, os policiais passaram a monitorar a área e perceberam uma movimentação intensa de pessoas entrando e saindo da residência.

Diante da situação, os policiais civis em companhia da polícia militar local realizaram buscas no interior do imóvel e encontraram 82 petecas de “merla”, cerca de 65 gramas de óxi, além da quantia de R$ 298,00. Três adultos foram presos e dois adolescentes apreendidos.

Os materiais apreendidos, juntamente com os suspeitos, foram conduzidos e apresentados na unidade de polícia local. Em depoimento à polícia, um dos homens teria afirmado que o destino da droga seria o município de Laranjal do Jari, no estado do Amapá.

Segundo o delegado Edimilson Pereira, os adultos irão responder por tráfico ilícito de drogas com base no artigo 33 e 35 caput da Lei 11.343/2006 e por corrupção de menores. Eles se encontram presos à disposição da Justiça.

Fonte: G1

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EM LARANJAL MOTOQUEIRO MORRE EM UM GRAVE ACIDENTE DE TRÂNSITO

Ocorreu nesta sexta-feira dia 30, por volta das 20h15min, um grave acidente de trânsito envolvendo dois motoqueiros na Avenida Tancredo Neves no bairro Agreste.
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A equipe de Rádio Patrulha do 11° Batalhão comandada pelo Sgt R. Gonçalves, foi acionada pela Central de Operações para atender uma ocorrência de acidente de trânsito. No local do acidente, os policiais foram informados por testemunhas que o jovem Jailsom de Moraes Carvalho de 19 anos, conduzia sua motocicleta em alta velocidade no sentido norte/sul e ao chegar próximo a prefeitura colidiu com outra moto que trafegava no mesmo sentido, o impacto foi tão grande que jogou Jailsom há vários metros de distância que infelizmente morreu na hora. O outro condutor, Diones Nascimento dos Santos de 27 anos, sofreu várias escoriações pelo corpo, mas seu estado clínico é estável.
Segundo informações de populares, Jailsom dirigia sobre efeito de álcool e o veículo pertencia à outra pessoa que lhe havia emprestado.
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Prefeitos e vereadores eleitos começam a ser diplomados

Dielson de Vitória do Jari abre a agenda de diplomações do TRE
A partir desta sexta-feira (30) o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) começa a diplomar os candidatos que venceram as eleições de outubro. Novos prefeitos, vices, vereadores e suplentes vão receber o diploma durante uma cerimônia formal. Após a diplomação o eleito estará apto a tomar posse no cargo para o qual foi escolhido.
Com a diplomação, encerra-se o período para que sejam ajuizadas ações contra o candidato no âmbito da Justiça Eleitoral.
Atualmente os atuais prefeitos e os eleitos estão mantendo encontros frequentes na fase chamada de transição (Lei nº 10.609), que estabelece as regras para que seja realizada uma alternância de poder baseada na democracia e transparência.
Cabe às câmaras municipais dar posse aos eleitos. Os prefeitos assumem seus cargos no dia 1° de janeiro de 2013 e os vereadores serão empossados no dia 2 de fevereiro, data que marca o início do período legislativo nas câmaras municipais.
Confira a agenda de diplomações
Dielson (PT) – Vitória do Jari: dia 30/11, às 9h, no Fórum da Comarca de Vitória do Jari.
Miguel do Posto (PSB) – Oiapoque: dia 07/12, às 18h30, no Fórum da Comarca de Oiapoque.
Zé Maria (PSB) – Serra do Navio: dia 11/12, às 10h, na Câmara Municipal.
Gemaque (DEM) – Pedra Branca do Amapari: dia 11/12, às 14h, no Fórum da Comarca.
Almir Rezende (PTdoB) – Tartarugalzinho: dia 12/12, às 18h, no Fórum da Comarca de
Valdo (PT) – Ferreira Gomes: dia 12/12, às 14h, no Centro Cultural Antônio de Souza Mareco.
Junior Leite (PT) – Pracuúba: dia 13/12, às 9h, na quadra da E. E. Ernesto Pereira Colares.
Dilson Borges (PMDB) – Mazagão: dia 14/12, às 10h, no Fórum da Comarca de Zeca Madeireiro (PP) – Laranjal do Jari: dia 14/12, às 10h, no auditório do IFAP.
Clécio Luís (PSOL) – Macapá: dia 14/12, às 18h, no Teatro das Bacabeiras.
Professora Eliane Pimentel (PSL) – Cutias do Araguari: dia 15/12, às 10h, na Câmara Municipal.
Ester (PSB) – Itaubal do Piririm: dia 16/12, às 10h, na Câmara Municipal.
Tonho (PCdoB) – Porto Grande: dia 17/12, às 16h, no Fórum da Comarca de Potro Grande.
Robson Rocha (PTB) – Santana: dia 18/12, às 10h, no Fórum da Comarca de Santana.
Dr. Assis (PRB) – Amapá: dia 18/12, às 16h, na Câmara Municipal do Amapá.
Lucimar (PMDB) – Calçoene: dia 18/12, às 19h, na Câmara Municipal de Calçoene.
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Vitória do Jarí é a primeira Zona Eleitoral a realizar as diplomações

13ª Zona Eleitoral realizou a cerimônia de entrega dos diplomas ao prefeito, vice-prefeito, vereadores eleitos e suplentes de vereadores.
Foi diplomado prefeito: Raimundo de Alcimar Ney de Souza (Dielson), vice-prefeito: Raimundo Jorge Gonçalves Bastos (Jorge Bastos) e vereadores: Maria de Nazaré Lima Diniz (Prof. Izinha), Cid dos Santos Souza (Cid Santos), José da Assunção Ferreira Câmara (Assunção Lumancil), Jorgileno do Carmo Vieira (Prof. Jorgileno), Adinailton da Silva Ribeiro (Prof. Adi), Lindomar Pastana de Oliveira (Preto), Rosineide do Socorro Carvalho da Silva (Rosa), Edcarlos Corrêa Barbosa (Edcarlos) e Gerson Caldeira de Freitas (Prof. Gerson).
Foram ainda diplomados suplentes de vereadores: Ary Duarte da Costa, Lindomar Carvalho Chaves, Gilmar Batista Freitas Soeiro, Alcides Frazão Silva, Izaelson da Silva Lavrador, Alailson Marques da Silva, Benedito Magno Gonçalves Bastos, Conceição Gomes de Carvalho e Marijunis Reis de Lima.
O evento aconteceu no Fórum da Comarca de Vitória do Jarí e contou com a presença do juiz eleitoral Dr. Luiz Carlos Kopes Brandão, o promotor Wueber Duarte Penafort, o deputado estadual Charles Marques, Alex da Camara Lumancil, representante da Câmara de Vereadores; o vereador Zé Roberto de Santana e o vereador Aldo de Souza Oliveira, de Laranjal do Jarí.
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Grupo Orsa busca sócio para projeto da Jari Celulose

A Jari Celulose, do empresário paulista Sergio Amoroso, está em busca de um sócio investidor disposto a aportar US$ 100 milhões no projeto de conversão da fábrica de celulose de eucalipto de Monte Dourado (PA) em unidade produtora de celulose solúvel, apurou o Valor. A empresa já anunciou que vai paralisar as atividades na fábrica até janeiro, porém nega as demais informações.

Sergio Amoroso busca sócio investidor para a Jari Celulose

Sergio Amoroso busca sócio investidor para a Jari Celulose

A Jari, que faz parte do Grupo Orsa, oficializou os planos de parada da unidade de celulose de eucalipto no Vale do Jari, região amazônica entre os Estados do Pará e do Amapá, no começo deste mês. Com capacidade instalada para 410 mil toneladas anuais, a fábrica é considerada de alto custo e acumulou prejuízos nos últimos anos em razão da baixa escala e de margens comprometidas.

O plano da Jari, conforme fontes ouvidas pelo Valor, é converter e ajustar a unidade para a produção de celulose solúvel, cujos preços de venda seriam mais compatíveis com os custos de produção da fibra no Pará. Com ampla gama de aplicações, a matéria-prima pode ser usada nas indústrias têxtil, de alimentos e medicamentos, entre outras.

Conforme uma fonte, a Jari já teria em mãos estudos relativos à conversão da fábrica e de mercado. Os detalhes do projeto serão discutidos ainda em dezembro e um dos pontos considerados pela empresa é a participação de um sócio estratégico. Nesse caso, caberia ao novo investidor um aporte de US$ 100 milhões.

Modelo similar ao que pode ser adotado pela Jari para o negócio de celulose foi escolhido pelo Grupo Orsa para a reorganização de suas operações de papel e embalagem. Em outubro, a empresa e a americana International Paper (IP), maior produtora mundial de papéis de imprimir e escrever, anunciaram um acordo que prevê a constituição no país de uma joint venture na área de embalagens.

Como parte do acordo, a Jari aportará suas sete fábricas de papelão para embalagem e caixas na joint venture, enquanto os investimentos da IP chegam a R$ 952 milhões, em uma transação que marca a entrada da companhia americana no mercado brasileiro de embalagens.

O mercado de celulose solúvel é visto como “bastante volátil” pela indústria e atraiu novos produtores – sobretudo por meio da conversão de fábricas voltadas a outros tipos de fibra – nos últimos dois anos. Em 2011, os preços da matéria-prima chegaram à casa de US$ 3 mil por tonelada, diante de problemas na colheita de algodão, que reduziram a oferta da commodity. Como a celulose solúvel pode ser usada na fabricação de viscose, houve forte demanda pelo produto por parte da indústria têxtil.

As maiores produtoras mundiais desse tipo de celulose são Sappi, Birla, Sateri – que é dona da Bahia Specialty Cellulose (BSC) -, Rayonier, Buckeye e Lenzing, com 60% da produção.

Fonte:  Valor Econômico

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Governo do Amapá debate demissões da Jari Celulose na Câmara dos Deputados

Em audiência pública realizada nesta terça-feira, 27, na Câmara dos Deputados, em Brasília, a vice-governadora do Amapá, Doralice Nascimento, expressou a preocupação do governo do Estado com o impacto social das demissões anunciadas pela empresa Jari Celulose nas comunidades do Vale do Rio Jari.

“O governador Camilo Capiberibe já se reuniu, no município de Laranjal, com trabalhadores da empresa, para discutir a situação. Sabemos que essas demissões trarão um forte impacto para a comunidade local e estamos trabalhando para evitar uma grave crise social na região”, afirmou a vice-governadora.

A audiência foi fruto de requerimento da deputada Janete Capiberibe (PSB/AP) e do deputado Bala Rocha (PDT/AP), e realizada em conjunto pelas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público e da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional.

Segundo Janete Capiberibe, “as demissões terão sérias consequências de ordem socioeconômica no Vale do Jari, que possui cerca de 120 mil habitantes, especialmente no lado amapaense, já que 70% dos trabalhadores que serão dispensados são do Amapá”.

Para o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Mineração, José Reinaldo Picanço, que também participou da audiência, será necessário “pensar em um plano de ação, que inclua todo o Vale do Jari, pelas diferentes esferas envolvidas no problema – os estados do Amapá e Pará; governo federal; municípios; empresa e trabalhadores”. Ele ainda questionou sobre qual é a proposta de solução da empresa. Pergunta que ficou em aberto.

A falta de informações mais precisas por parte da Jari Celulose e a ausência de representante do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na audiência foram críticas unânimes dos participantes. Em 2007, o BNDES aprovou um financiamento de R$ 145,4 milhões para a Jari Celulose, que faz parte do Grupo Orsa. Os recursos seriam destinados à modernização da unidade industrial da localidade de Monte Dourado, no município de Almerim (PA), e ao plantio de até 33,7 mil de hectares de florestas de eucalipto entre 2006 e 2008.

Participaram da reunião o representante do Ministério do Trabalho e Emprego, Mauro Rodrigues; o secretário de Produção do Pará, Sidney Rosa; a secretária de Representação do Amapá em Brasília (Seab), Divanaide Ribeiro; o superintendente regional do Trabalho do Amapá, Adonias Oliveira; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Papel e Celulose do Pará e Amapá (Sintracel), Silvino Oliveira Gonçalves Filho; o prefeito eleito de Vitória do Jari, Raimundo de Alcimar Ney de Souza; a representante do Grupo Orsa, Marliete Martins e a presidente da CUT/AP, Odete Gomes.

Sal Freire/SEGB

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